Um blogue que é quase um diário, mas onde não escrevo todos os dias. Uma tentativa de ler a vida.
sábado, 8 de janeiro de 2011
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
sábado, 20 de novembro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
BOAS FÉRIAS!
Gostaria de saber dizer coisas interessantes e sábias e que interessassem aos outros. A verdade é que agora só me apetece saborear o trabalho terminado e dizer aleluia! BOAS FÉRIAS!
segunda-feira, 5 de julho de 2010
O diário da tua ausência
Dia 21
Hoje recomeçará o diário da tua presença!Vem com a última flor.
Se estranharem a minha ausência é porque estou demasiado ocupada a viver!
domingo, 4 de julho de 2010
O diário da tua ausência
Dia 20
Amanhã, termina o diário da tua ausência, aleluia!
Anseio pelo momento de me deixar cair nos teus braços e me reder completamente. Depois só um desejo mais, simplesmente um lugar de mato verde para plantar e para colher, ter uma casinha branca de varanda, um quintal e uma janela para ver o sol nascer!
sábado, 3 de julho de 2010
O diário da tua ausência
Dia 19
Mesmo agora que cá não estás continuo a aprender contigo e com os teus alunos. Obrigada amigo Ademar pela constante partilha agora e sempre. Dedico ao meu amor que sei que também irá gostar de conhecer.sexta-feira, 2 de julho de 2010
O diário da tua ausência
Dia 18
As mulheres aspiram a casa para dentro dos pulmões
E muitas transformam-se em árvores cheias de ninhos - digo,
As mulheres - ainda que as casas apresentem os telhados inclinados
Ao peso dos pássaros que se abrigam.
É à janela dos filhos que as mulheres respiram
Sentadas nos degraus olhando para eles e muitas
Transformam-se em escadas
Muitas mulheres transformam-se em paisagens
Em árvores cheias de crianças trepando que se penduram
Nos ramos - no pescoço das mães - ainda que as árvores irradiem
Cheias de rebentos
As mulheres aspiram para dentro
E geram continuamente. Transformam-se em pomares.
Elas arrumam a casa
Elas põem a mesa
Ao redor do coração
Daniel Faria
E muitas transformam-se em árvores cheias de ninhos - digo,
As mulheres - ainda que as casas apresentem os telhados inclinados
Ao peso dos pássaros que se abrigam.
É à janela dos filhos que as mulheres respiram
Sentadas nos degraus olhando para eles e muitas
Transformam-se em escadas
Muitas mulheres transformam-se em paisagens
Em árvores cheias de crianças trepando que se penduram
Nos ramos - no pescoço das mães - ainda que as árvores irradiem
Cheias de rebentos
As mulheres aspiram para dentro
E geram continuamente. Transformam-se em pomares.
Elas arrumam a casa
Elas põem a mesa
Ao redor do coração
Daniel Faria
quinta-feira, 1 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
O diário da tua ausência
Dia 16
A gata que queria ser pessoa
Era uma gata aparentemente como outra qualquer. Quatro patas, um rabo, umas orelhas sempre atentas e que miava, miava muito. Era toda preta, toda não, tinha uma mancha branca na barriga. Era gorda e pesada, embora fosse ainda muito jovem. A verdade é que teve de ser operada, pois quando lhe deu o primeiro cio miava sem cessar a ponto dos vizinhos chamarem a polícia. Talvez por isso estivesse assim gorda. Também sabia fazer Adho Mukha.
Mas tudo isto é normal num gato. Especialmente de apartamento.
A diferença é que falava.
Começava bem cedo, aí pelas 5 da manhã a pedir para lhe abrirem a porta e darem atenção que já era hora de acordar. Depois queria brincar e pedia trazendo o patinho feio para a beira dos donos, insinuando-se para que o atirassem. Quando queria ir à varanda da sala comer erva pedia que lhe abrissem a porta Quando os donos se preparavam para sair dirigia-se à porta da entrada e pedia para ir com eles, fosse ao cinema ou simplesmente para levar o lixo.Tudo isto ela sabia fazer e muito mais. Quando o brinquedo ia para debaixo do sofá pedia que o tirassem. Também pedia para ir para o armário roupeiro do quarto. Quando os donos chegavam a casa pedia muitos mimos e quando voltavam de férias ralhava por a termos deixado. Quando estava aflita para ir à casa de banho pedia por favor para lhe porem areia com urgência. Não chegava ao ponto da gata da mãe de um amigo meu, que por os ver a usar a sanita, também passou a usá-la. Um dia ele viu a gata sentada a fazer xixi. A Rosa não chegava a esse ponto, mas se a ensinássemos certamente o faria.
O que ela tinha era muita pressa em ser humana. Um dia disse-me, olhando-me com aqueles olhos abertos como faróis: sabes, estou a aprender com vocês porque muito em breve irei ser pessoa. Espero nessa altura nascer com menos pêlos! Eu acrescentei: espero também que nasças menos autoritária, porque se nós deixássemos, eras tu que mandavas cá em casa.
Penso que num futuro é inevitável, a Rosa será pessoa e nem será uma má pessoa, será meiga e terá muita vontade de aprender. Uma coisa é certa, irá falar pelos cotovelos!
Era uma gata aparentemente como outra qualquer. Quatro patas, um rabo, umas orelhas sempre atentas e que miava, miava muito. Era toda preta, toda não, tinha uma mancha branca na barriga. Era gorda e pesada, embora fosse ainda muito jovem. A verdade é que teve de ser operada, pois quando lhe deu o primeiro cio miava sem cessar a ponto dos vizinhos chamarem a polícia. Talvez por isso estivesse assim gorda. Também sabia fazer Adho Mukha.
Mas tudo isto é normal num gato. Especialmente de apartamento.
A diferença é que falava.
Começava bem cedo, aí pelas 5 da manhã a pedir para lhe abrirem a porta e darem atenção que já era hora de acordar. Depois queria brincar e pedia trazendo o patinho feio para a beira dos donos, insinuando-se para que o atirassem. Quando queria ir à varanda da sala comer erva pedia que lhe abrissem a porta Quando os donos se preparavam para sair dirigia-se à porta da entrada e pedia para ir com eles, fosse ao cinema ou simplesmente para levar o lixo.Tudo isto ela sabia fazer e muito mais. Quando o brinquedo ia para debaixo do sofá pedia que o tirassem. Também pedia para ir para o armário roupeiro do quarto. Quando os donos chegavam a casa pedia muitos mimos e quando voltavam de férias ralhava por a termos deixado. Quando estava aflita para ir à casa de banho pedia por favor para lhe porem areia com urgência. Não chegava ao ponto da gata da mãe de um amigo meu, que por os ver a usar a sanita, também passou a usá-la. Um dia ele viu a gata sentada a fazer xixi. A Rosa não chegava a esse ponto, mas se a ensinássemos certamente o faria.
O que ela tinha era muita pressa em ser humana. Um dia disse-me, olhando-me com aqueles olhos abertos como faróis: sabes, estou a aprender com vocês porque muito em breve irei ser pessoa. Espero nessa altura nascer com menos pêlos! Eu acrescentei: espero também que nasças menos autoritária, porque se nós deixássemos, eras tu que mandavas cá em casa.
Penso que num futuro é inevitável, a Rosa será pessoa e nem será uma má pessoa, será meiga e terá muita vontade de aprender. Uma coisa é certa, irá falar pelos cotovelos!
segunda-feira, 28 de junho de 2010
O diário da tua ausência
Dia 15
The awakening. O despertarcomo GOSTARIA DE ACORDAR UM DIA
assim como quem abre os olhos e vê o essencial e não se deixa apanhar em armadilhas
e rende-se totalmente
e acaba com a miséria na sua vida
O diário da tua ausência
Dia 15
Agora que tive notícias tuas estou mais tranquila e até sem grande vontade de continuar o diário (isto não é nada poético de se dizer).
Já reparaste que te referes a Deus e com letra maiúscula!
Hoje tive uma tarde perfeita. Vi o filme Little Buddha com o Kiko enroscado em mim. Perfeita, dadas as possibilidades do momento ;)
Já sabes o significado de saudade?
domingo, 27 de junho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
O diário da tua ausência
Dia 13
Terminas agora o teu silêncio.
Por aqui continua este admirável mundo novo.
Agora é mais futebol. Ainda gostaria de ver as pessoas festejarem tanto só por estarem vivas!
Há muitas coisas que não sabes. Temos muitas formigas e o Kiko adora apanhá-las com a língua. Agora também se mete no armário da cozinha onde guardamos os sacos, abre a porta sozinho e mete-se lá dentro a dormir!
A Rosa continua a achar que é pessoa. Não pára de falamiar a toda a hora, começa logo às 5 da manhã! Mas isso tu já sabes.
Há muitas coisas que tu já sabes mas que eu quero repetir-te ao ouvido.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
O diário da tua ausência
Dia 11
Não consigo pensar em ti. Tem sido sempre assim.É como quando pões o dedo na ferida, mas não é tanto.
É como se fosses intangível, inatingível.
É como se fosses uma cara de Deus e para a ver é preciso ser-se muito pura.
Quando voltares irei ver na tua cara a minha alegria.
É preciso saber esperar.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
O diário da tua ausência
Dia 10
É S. João.
Melhor, é S. João!
Fui passear na cidade entre gigantões e cabeçudos e bombos em festa e bolhas de sabão, quanta animação! A avenida central está cheia de gente agarrada ao ecrãn gigante. Hoje as pessoas parecem mais felizes. Começa o cheiro a sardinha por toda a parte. Agora já não como sardinhas. Agora já nada é como antes. Agora festejo à tarde.
Vi a menina do violino. Não a pude ouvir.
A Sra. da casa das flores manda-te cumprimentos.
A casa dos nossos sonhos está para alugar.
Está muito calor.
E tu não estás.
Não consigo abrir a garrafa de sumo natural.
Fazes-me falta.
Hoje o dia tem dois dígitos. O teu regresso está mais próximo.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

