que olhos tens. desde o primeiro dia. neles está tudo o que existe. existiu. existirá. o primeiro beijo. lembro-me bem. e de todos os primeiros beijos. e de todos os primeiros beijos daqui em diante. amo-te é uma palavra demasiado gasta. vives na minha pele. respiro-te. bebo-te. sinto o teu cheiro marcado nos lençóis. sei que existes. não estás aqui mas existes. respiro no teu compasso. noutro espaço. no mesmo tempo. queima-nos o mesmo sol. uma hora nos separa. invenção nossa. nadanossepara. caminhamosjuntos. tocam os sinos. os gatos dormem enroscados no sol. os abelharucos voltam todos os anos. nascemos para viver um no outro.
Um blogue que é quase um diário, mas onde não escrevo todos os dias. Uma tentativa de ler a vida.
sexta-feira, 27 de julho de 2007
quarta-feira, 25 de julho de 2007
terça-feira, 24 de julho de 2007
PARA VOZ E INSTRUMENTOS?
segunda-feira, 23 de julho de 2007
domingo, 22 de julho de 2007
te acuerdas?
não há muito para contar sobre o dia que não chegou a amanhecer nunca, pois nunca chegou a amanhecer. esse dia simplesmente não chegou a aparecer, ou por distracção ou porque não lhe apeteceu. houve alturas em que parecia mesmo que estava para amanhecer. por momentos pareceu-me vê-lo espreitar pelas frinchas da janela e deixar-me recortada. mas não. era uma ilusão de outros amanheceres. dormia e acordava, abria os olhos. não, ainda não estava. forçava-me a dormir mais uma vez. abria os olhos. não, ainda não. foi assim que conclui que nem sempre a noite dá lugar ao dia e que o dia nem sempre chega a nascer. melhor será amanhecer antes de amanhecer.
Lou Reed Perfect Day
Um dia perfeito ao contrário. A perfeita contradição para um dia muito revelador.
sexta-feira, 20 de julho de 2007
não é uma despedida
Hoje não te fui ver. Chamaste por mim mas eu não fui. Sei que continuarás aí apesar de eu não estar, sei que tudo permanecerá igual apesar de eu não estar. Fecho os olhos e oiço-te. Fecho os olhos e sinto-te. Em breve estarás coberto de folhas, lembras-te, foi assim que começou o nosso namoro quase diário. Tu escondido num manto de folhas, eu a procurar descobrir-te. Talvez por isso hoje não te quis ver. Não te quero como uma simples recordação. Quero-te como algo vivo dentro de mim. Vou sentir a tua falta. Alegro-me ao saber que tudo continuará igual apesar de eu não estar. Alegro-me ao saber que a tua água continuará a correr. Alegro-me ao saber que estarás sempre aí, um porto seguro onde poderei voltar. Sabes o que me apetece dizer mais: obrigada.quinta-feira, 19 de julho de 2007
Probando! Probando!
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