sexta-feira, 26 de setembro de 2008

De mim não posso fugir, paciência

De mim não posso fugir, paciência
sonhos dormidos e despertos
não posso fugir
fumas um cigarro num ruído de fogo e escarros
picas a garganta de punho fechado
entras sem bater
pelas narinas finges-te pequeno
faço-te grande e vejo-O em ti
tenro e terno
eu nua e crua
e a loucura não me deixa, paciência

sábado, 6 de setembro de 2008

Were was I for those silence ten days


Casa Karuna Serra de Monchique
Metta! Metta!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Three angels

I’ve been touched by an angel
he had you’re name

I was touched by some angel now
you were in it

An angel just touched me
didn’t you?

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Quando eu nasci,
as frases que hão-de salvar a humanidade
já estavam todas escritas,
só faltava uma coisa:
salvar a humanidade.

Almada Negreiros
"A invenção do dia claro"
Fecho os olhos por instantes
abro os olhos novamente
Neste abrir e fechar de olhos
Já todo o mundo é diferente

António Gedeão

terça-feira, 12 de agosto de 2008

terça-feira, 29 de julho de 2008

Mudança de casa


Mudança de casa, sabe como é, né? Na dá tempo pr'a mais nada!

sábado, 26 de julho de 2008

2 semanas e meia

O grupo em versão reduzida
Estas duas semanas em Cuenca não se podem definir. Foram largas, larguíssimas e muito curtas também. Intensas e reveladoras. Fico-me com as recordações das gentes. Salamanca estava tão bem auxiliada desde arriba e Valência nem falar. O Brasil, ó gente maravilhosa! Vigo, S. Tiago de Compostela, Canárias, Albacete, Barcelona, Madrid, Ávila, Santander... e Cuenca, claro, queridas Ana e Paula. México, que lindas as pessoas do México, tenho um pedacinho daí, Colombia, Chile, Argentina, que linda gente! E como todos gostam de Portugal, de Saramago, da comida, do fado, fiquei impressionada. Jurei a Toity que iria ter classes de canto. Afinal o meu fado sou eu quem pouquito a pouco o vai construindo. Sim, porque eu cantei. Foram os meus primeiros aplausos. E um bater de asas de coruja.
Marcaram-me os 3 anjos e um maneta chifrudo na praça das angústias. Uma clown e a árvore, o homem e o caminho.

Cuentame un cuento Conta-me um conto 4

O espectáculo terminara. Passamos a comentar a experiência. Estavamos impressionados. Um turbilhão de emoções ilustradas numa tela. A máscara caía e o artista apresentava-se nu aos nossos olhos. O tema voltou às férias. Sim, gostaria de os acompanhar aí um dia. O meu pai vivia agora em Luanda e gostaria muito de o visitar. Nasci e cresci com o cheiro desse país sem nunca o ter conhecido. Ao longe pede-me uma visita. Nesse mesmo instante veio-me à cabeça o livro. O artista desmascarado parecia agora um gigante de olhos rasos. Um grupo de pessoas da mesa ao lado chamavam-no. Pauline. Pareceu-me ouvir esse nome. Era o livro a dar-me volta à cabeça.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Cuentame un cuento Conta-me um conto 3

Uma estrela descendente acende a noite. Há muito tempo que não via um pirilampo. Quando era criança e brincava às escondidas sempre aí estavam a fazer-me companhia. De tanto iluminarem tinha medo que revelassem o meu esconderijo. Pauline. O título não me despertava sensações. Parecia ser o nome de uma mulher. O artista continuava a compor a sua tela. Abstracto, sim, era abstracto o que fazia. Transmitia agitação, igual à música que o acompanhava. Talvez eu estivesse a precisar dessa agitação. A minha vida estava a entrar na zona cómoda de onde sempre me tinha escapado.
A minha amiga falou-me baixinho ao ouvido. Que lês, perguntou. Nada, é um livro daqui. Não o posso levar porque não tenho outro para troca. Voltarei por ele. Acenou com a cabeça que entendia. Na verdade estava com muita curiosidade de passar os olhos pelo livro.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Compromisso

Cuenca, Plaza Mayor Foto de Javi

Receta

Abrazar un árbol todos los días

Cuentame un cuento Conta-me um conto 2

Chegavam os meus amigos. O diálogo com o livro terminava mesmo antes de começar. Via-os bem, felizes. Eu também estava muito contente de os abraçar. Contamos novidades. Sim, estava de regresso definitivo. Tão cedo não tinha intenções de sair do país. Esta alma lusitana que me tem cativa. Sacaram o seu portátil e começaram a mostrar-me as fotos das férias. Gente seminua misturava-se com uma natureza exuberante. Carapinhas e sorrisos desmesurados que pareciam chorar. Estava impressionada.
Ali estava o livro abandonado em cima da mesa. Na verdade tinha muita vontade de ver do que tratava. Passei as mãos pela capa. Era de tecido áspero. Senti a tela que o envolvia, de um creme sujo, gasto pelo tempo. Em baixo relevo estava esculpido o título. O artista seguia com os seus frascos de tintas multicolores. Ia-as combinando na enorme tela ao som da música. O cheiro a químicos resultava um pouco desagradável. Menos mal que estavamos ao ar livre.Os meus amigos adivinharam-me os penasmentos. Entreolhamo-nos e sorrimos. Logo voltamos a admirar a criação espontânea que ia surgindo.
Com os dedos percorri cada letra. Pauline.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Cuentame un cuento Conta-me um conto 1

Este é o começo de uma aventura que não sabemos onde irá acabar. Para já vai apenas começar. Espontaneamente irá saindo e crescendo. Sem rascunho. Espero divertir e divertir-me com este improviso.

E assim começou. Uma ronda de livros entre desconhecidos. Numa pequena associação havia começado um projecto de troca de livros. Chamava-se ronda de livros e cada um podia levar livros livremente para casa a câmbio de deixar outro. Nessa noite fui tomar uma cervejita com os amigos. Ia ver um ilustrador que compunha ao som da música. O espectáculo estava atrasado. As prateleiras de livros estavam por todas as partes. Esperava os meus amigos e observava-os. Ia passando os olhos e reconhecendo alguns; o vermelho e o negro, a jangada de pedra, o crime do padre amaro. Uma grande variedade. Estava de verdade com vontade de pegar algum poema enquanto esperava. Mas de entre todos, um me chamava. Quando dei por mim já tinha o braço estendido e estranhamente sentia que o livro me esperava. Queria-me com todas as suas forças. Olhei a capa. Mas que livro era este que me queria tanto?

O Pomar das Laranjeiras - Madredeus

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Assim é mais fácil de entender

Triste é o virar de costas, o último adeus
Sabe Deus o que quero dizer

Obrigado por saberes cuidar de mim,
Tratar de mim, olhar para mim, escutar quem sou,
e se ao menos tudo fosse igual a ti

Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor,
não sei o que é sentir, se por falar falei
Pensei que se falasse era fácil de entender

É o amor, que chega ao fim, um final assim,
assim é mais fácil de entender.

Trocito de Fácil de Entender, The Gift
Me pellizcas
y preguntas
eres de verdad
pero si soy así de buena
porqué este vacío
que no se llena ni de mi
ni de nada.

domingo, 20 de julho de 2008

Homenaje a ti

Mi vida ahora se mide en el
antes de ti
y
después de ti

Gracias por haberme dado tanto.