terça-feira, 22 de julho de 2008

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Assim é mais fácil de entender

Triste é o virar de costas, o último adeus
Sabe Deus o que quero dizer

Obrigado por saberes cuidar de mim,
Tratar de mim, olhar para mim, escutar quem sou,
e se ao menos tudo fosse igual a ti

Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor,
não sei o que é sentir, se por falar falei
Pensei que se falasse era fácil de entender

É o amor, que chega ao fim, um final assim,
assim é mais fácil de entender.

Trocito de Fácil de Entender, The Gift
Me pellizcas
y preguntas
eres de verdad
pero si soy así de buena
porqué este vacío
que no se llena ni de mi
ni de nada.

domingo, 20 de julho de 2008

Homenaje a ti

Mi vida ahora se mide en el
antes de ti
y
después de ti

Gracias por haberme dado tanto.

sábado, 19 de julho de 2008

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Hoje os meus olhos reclamam o sabor que vai nos teus

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Venenos de Deus, Remédios do Diabo

Aos 10 anos todos nos dizem que somos espertos, mas que nos faltam ideias próprias. Aos 20 anos dizem que somos muito espertos, mas que não venhamos com ideias. Aos 30 anos pensamos que ninguém mais tem ideias. Aos 40 achamos que as ideias dos outros são todas nossas. Aos 50 pensamos com suficiente sabedoria para já não ter ideias. Aos 60 ainda temos ideias mas esquecemos do que estávamos a pensar. Aos 70 só pensar já nos faz dormir. Aos 80 só pensamos quando dormimos.

Fala de Bartolomeu Sozinho, personagem de Venenos de Deus, Remédios do Diabo, de Mia Couto, Editorial Caminho.
Una caricia es una palabra que no se enfría nunca.

terça-feira, 15 de julho de 2008

A minha filha adoptiva

É a que tem a língua de fora. Ainda não sei o nome que irá ter. Primeiro tenho que estar com ela para lhe perguntar!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

¡Una joya!

Descripción de un mamífero o un ave

El pájaro del que voy a hablar es el búho. El búho no ve de día y de noche es más ciego que un topo.
No sé gran cosa del búho, así que continuaré con otro animal que voy a elegir.

La vaca

La vaca es un mamífero. Tiene seis lados: el derecho, el de la izquierda, el de arriba, el de abajo; el de la parte de atrás tiene un rabo del que cuelga una brocha. Con esta brocha se espantan las moscas para que no caigan en la leche.
La cabeza sirve para que le salgan los cuernos y además porque la boca tiene que estar en alguna parte. Los cuernos son para combatir con ellos. Por la parte de abajo tiene la leche. Está equipada para que se la pueda ordeñar.
Cuando se la ordeña, la leche viene y ya no se para nunca. ¿Cómo se las arreglará la vaca? Nunca he podido comprenderlo, pero cada vez sale con mayor abundancia.
El marido de la vaca es el buey. El buey no es un mamífero porque no tiene mamas. La vaca no come mucho; pero lo que come, lo come dos veces, así que ya tiene bastante.
Cuando tiene hambre y cuando no dice nada es que está llena por dentro de hierba.
Sus patas le llegan hasta el suelo. La vaca tiene el olfato muy desarrollado, por lo que se la puede oler desde lejos. Por eso es por el que el aire del campo es tan sano.

Niño de 8 años.

Here I Go Again!

Here i go again, oh Go(o)d! My mum said, don´t you do that again! My friends told me that too. But it' s too late.

I LET LOVE IN I LET LOVE IN

Rodrigo Leão


Que saudades da minha musiquinha!

domingo, 13 de julho de 2008

La ciudad de las mariposas

Vivo no campo. Ontem quase desprezei a cidade. Ao chegar à estacão de autocarros e ver toda aquela confusão, uma cidade desorganizada, feia e cheia de lixo; gente muito agitada e os carros a alta velocidade com a música aos berros, pensei, oh my good. Eu que vinha de Salamanca onde tudo é muito lindo, organizado e limpo. Hoje acordei e vi que afinal vivo no campo. A universidade de Cuenca onde estou fica perto de um bosque. Ouvi sapos durante a noite e hoje vi centenas de borboletas como nunca em toda a minha vida. Seria uma maravilha para o nosso amigo Maravalhas. E hoje sim, percebi porque é património da Humanidade, é que o casco antiguo não tem nada que ver. Uma encosta sulcada por dois rios, monumentos belíssimos e formas de erosão de encantar. Que interessante seria ter vivido aqui nos sécs XVII-XVIII onde estaria ainda tudo em bom estado e os rios limpos. Hoje sim, estou-me a deixar apaixonar pela cidade das mariposas.

Alegria


Jesús Otero Iglesias, Museu de Arte Contemporânea de Cuenca

Um eco

Um nome que corre
baixinho
como um murmúrio
um eco eco eco
um nome como um soco
nos lábios que o articulam
um nome
nauseabundo entre os nausabundos
um nome qualquer
feito de todos os nomes
um nome
que envenena a língua
e deita por terra todos os teus sonhos.
Um nome a apagar
dor por dor
a tragar
letra por letra
um nome que AMANHÃ
serás capaz de dizer
e repetir e repetir
na batida deste poema
como um eco eco eco
um nome
que é apenas um nome
onde cada letra é um gume
cada vez menos
cada vez menos
afiado
um nome que já és capaz de pronunciar
porque o AMANHÃ
é já o AGORA.

sábado, 12 de julho de 2008

¡Fotos! de Salamanca

CASA DAS CONCHAS (vista aérea)

A CATEDRAL (vista aérea)

sexta-feira, 11 de julho de 2008

La despedida II

Hace poco el cielo de Salamanca empezó a llorar.
A lo mejor ya sabe que me voy.

La despedida

Huí de ti con miedo a no encontrarme sola.
El viernes de Salamanca

morcegos e cegonhas

Não sei o que passou ontem à noite. Um português de S. Tomé a contar contos e um guineense a tocar Kora. Griotizando, se chamava o espectáculo. No claustro da Casa das Conchas olho o céu. Negro já com o cair da noite. Negro e quente. Vejo morcegos a bailar e cagonhas brancas a bater castanholas ao som da música. Nos meus ouvidos vai entrando a história do Zé Manel. Eu o prenunciava correctamente na minha portuguesice. Eu também já estive em S. Tomé e vi esse pássaro despertador que toca castanholas com as asas. Voei até à minha cama e dormi profundamente. De manhã não sabia muito bem o que se tinha passado.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Pessoa sempre presente

Casa das Conchas, Salamanca

quarta-feira, 9 de julho de 2008

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Memória das Minhas Putas Tristes

"O sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança."

Gabriel García Márquez

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Ilusión

Un árbol reducido a su tronco. ?Qué ve el niño? Una ilusión, unos brazos tendidos, dispuestos a presarle. Para el hombre que llega de un rincón de la calle en busca de su amada el tronco es, por un momento, la silueta de ella. Un policía verá en él un ladrón. El ladrón, un policía.
El mismo tronco de árbol puede ser visto de diferentes maneras.
El tronco de árbol es la realidad, y las visiones del tronco son las proyecciones de las diversas mentes.
Existe un solo ser, el selft, que es inmutable.

Swami Vivekananda

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Como um romance

O verbo ler não suporta o imperativo. Tal como o verbo amar, sonhar. Não se pode exigir que se ame, como não se pode obrigar a que se leia. Assim começa o autor este “romance”.
“É preciso ler”.
Este livro ajuda-nos a ver que o prazer de ler não está muito longe, que é fácil de encontrar, pode apenas estar escondido.
“É preciso ler”.
Ensina-nos a perceber que caminhos podemostomar para o encontrar. E parece tão simples.
“É preciso ler”.
Como a historinha que é lida todas as noites, sem se exigir nada em troca, como se de um presente se tratasse.
“É preciso ler”.
Criar o desejo de aprender sem esperar contrapartidas, sem nos apressarmos em obter resultados. E parece tão simples.
“É preciso ler”.
Neste pequeno livro que se lê como um romance, o dogma: “É preciso ler! É preciso ler!”, é transformado em: “É preciso dar-lhes o desejo de ler!”.
“É preciso dar-lhes o desejo de ler!”.
Dirigido a todos os que querem ser bons pedagogos, sem grande preocupação com pedagogia nenhuma. Aos profetas da desgraça, que culpam a televisão e os jogos electrónicos, este livro não dá a mínima importância.
“É preciso dar-lhes o desejo de ler!”.
O autor termina com os 10 direitos do leitor, direitos de que nos valemos a nós próprios e que são válidos também para os nossos filhos, os nossos alunos, os nossos jovens. Vai ficar surpreendido.
1- O direito de não ler – muitos não lêem porque disso não sentem necessidade, sem que por isso se tornem menos “humanos”.
2- O direito de saltar páginas – porque nos apetece, pelas razões que são só nossas.
3- O direito de não acabar um livro – pôr o livro de lado para um dia voltar a ele ou não.
4- O direito de reler – a alegria de saborear as mesmas palavras com novas descobertas.
5- O direito de ler não importa o quê - bons e maus romances, ao gosto de cada um.
6- O direito de amar os “heróis” dos romances - deixemo-nos levar pelas emoções!
7- O direito de ler não importa onde - sim, mesmo nas latrinas.
8- O direito de saltar de livro em livro - abrir os livros e debicar aqui e ali.
9- O direito de ler em voz alta - dar vida aos livros, colocar as palavras na boca antes de as meter na cabeça.
10- O direito de não falar do que se leu - aqui exerço este meu direito e mais não digo.

PENNAC, Daniel (2002): Como um romance. Porto: Asa Editores.

Discurso!

Discurso do Ministro Brasileiro da Educação nos EUA...
Este discurso merece ser lido, afinal não é todos os dias que um brasileiro dá um 'baile' educadíssimo aos Americanos...
Durante um debate numa universidade dos Estados Unidos o actual Ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazónia (ideia que surge com alguma insistência em alguns sectores da sociedade americana e que muito incomoda os brasileiros). Um jovem americano fez a pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um Brasileiro. Esta foi a resposta de Cristovam Buarque:
'De facto, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazónia.
Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também a de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro... O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não seu preço.
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono ou de um país. Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar que esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.
Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver.Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa!'
ESTE DISCURSO NÃO FOI PUBLICADO. AJUDE-NOS A DIVULGÁ-LO porque é muito importante ... e porque foi CENSURADO!

terça-feira, 24 de junho de 2008

O velho e o mar

Acabadinho de reler. Ummm... que boa maneira de aproveitar o feriado.



As atrocidades

God visits all lost soulsTo survey the damageWe noticed a bonfireBurning in his eyesHe whispered'It's the atrocities of your storyOf your story'God visits all lost soulsTo survey the damageAnd holding his bleeding heartA tear comes to his eyeHe whisperedIt's the atrocities of yourHistoryOfyour HistoryOfThenhefallstothe floorForthere's many more tears on the sunriseAnd now we must eat those tearsNow we must eat our fillOf the AtrocitiesThe AtrocitiesThe AtrocitiesThe Atrocities .
Antony and the johnsons

Veja o filme, se tiver coragem, é muito duro e assine a petição.
São as atrocidades as atrocidades
http://www.petatv.com/tvpopup/video.asp?video=fur_farm&Player=wm&speed=med

sábado, 21 de junho de 2008

Querido pai

Chegaste bem queimadinho de sol e de saudade. no mesmo avião chegaram as estrelas da selecção. tu és a minha estrela. à sua espera tinham dezenas de pessoas. tu tinhas-me a mim e demais família. bateram-lhes muitas palmas e eu dei-te muito beijinhos e abraços. quero-te muito bem. obrigada por teres feito de mim a pessoa que sou hoje. obrigada por cada dia em que acordo abro os olhos e vivo.

BOAS FÉRIAS MEUS AMORES

Último dia marcado por dezenas de abraços apertados, bem bem apertadinhos e beijinhos de tirar o fôlego! Obrigada por tanto carinho. Amo-vos muito a todos. Sois a minha luz.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

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a alegria de passar os dias inteirinhos a brincar!

já decidi. no próximo ano lectivo começa o primeiro passo para a mudança definitiva. olha só como é bom viajar nas bolinhas de sabão.
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a princesinha

afinal não resistiu, mas prolongou por algum tempo a alegria de viver. obrigada a todos os amigos.
talvez adopte a querida mãe que a acolheu com tanto carinho. chama-se kinder e é very kind.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

vai ficar bem

parece que vai ficar bem. foi adoptada por uma linda mãe. como todas as mães. ganhou quatro irmãos. um pretinho e três branquinhas. a minha princesa é tigrada como um lince. vai ficar bem. um destes dias revelo-a. obrigada a todos os amigos.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

força de viver

hoje encontrei uma princesa, melhor, encontrei-a ontem. hoje reencontrei-a. toda melada ainda com o cordão umbilical e a placenta como uma pasta de sangue. cantava como uma águia a chamar pela mãe. eu vi-a. é uma menina, disse-me hoje o Paulinho. e quer muito viver. eu vou cuidar de ti princesa, até já falei de ti aos meus meninos. todas as nossas energias irão ajudar-te. vais ficar bem. até logo.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

não sei bem

não sei bem o que escrever, mas hoje apeteceu-me e sem rascunho. é para dizer que estou muito feliz, todos os dias partilho os meus minutos com pessoas muito especiais, todos os dias recebo muitos abraços e beijinhos e sorrisos, estou a ficar com muitas rugas nos cantos da boca. só para dizer que te amo. a ninguém em especial, mas todos quantos se cruzam no meu caminho. amo todos vocês.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

NICK CAVE



NOMINATED FOR THE BEST SONG OF THE YEAR! UAU!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

domingo, 4 de maio de 2008

A minha mãe











A minha mãe é fofa como uma nuvem (criança de 8 anos)




sábado, 26 de abril de 2008

26 de Abril

Debemos creer en esa alma gloriosa. De ella vendrá la fuerza. Te conviertes en lo que piensas. Si te crees débil, serás débil. Si te crees fuerte, serás fuerte. Si te crees impuro, serás impuro. Si te crees puro, serás puro. No debes creerte débil, sino fuerte, omnipotente, omnisciente. Aunque yo no lo haya experimentado todavía, está en mí. Todo el conocimiento está en mí, toda la fuerza, toda la pureza, toda la libertad. ¿Por qué no puedo expresar ese conocimiento? Porque no creo en él. Si creo en él vendrá a mí.

Swami Vivekananda

In Sabidurías, 365 pensamientos de maestros de la India
Un regalo de Javi, mi amigo de toda la vida.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

deixa lá

Ouvindo Antony (agora não oiço mais nada, Antony, Nick e Leonard, a trilogia perfeita), lembro-me muito bem do que disseste. Sim, o teu pai matou-o porque só fazia asneiras, deitava o poleiro abaixo e tudo. Os teus olhos diziam que devias pensar que o que fez foi certo, querias convencer-te, por isso repetias para ti mesmo, só fazia asneiras. Mas eu vi a tua indignação, o teu profundo desgosto pela profunda ignorância do teu pai. Perdoa-o e um dia não sejas como ele. O pássaro já lhe perdoou há muito. Os pássaros são assim. Tens 120 vacas, não é? Isso é muita vaca. Ajudas o teu pai, muito bem, não há mal nenhum nisso. Talvez possas aprender mais com as vacas. Eu só espero estar à altura de vocês. Ponho o meu coração nas minhas e nas vossas mãos.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

I LET LOVE IN I LET LOVE IN

!You´re so, so cool! You´re so fucking cool!
Thank you for playing the old (new) songs
OBRIfuckinGADO

You´re a great storyteller, terror fairy tales, the best!
OBRIfuckinGADO
Nick Cave and The Bad Seeds
Coliseu do Porto, 22 de Abril

A borboleta Leonoreta que às vezes é meia cegueta

É tão bonito estar com vocês, ouvir-vos. Cada um conta a sua história. Os gatos pretos são maus e trazem azar. A minha avó deitou uns cãezinhos a afogar. O meu irmão apanhou um coelho bravo e meteu-o numa gaiola. Ele deu tantos saltos contra a parede que ficou com a cabeça cheia de sangue e toda partida. Eu oiço-vos. Trocamos ideias, palavras, afetos. Amo-vos muito. Sois a razão do meu viver. Sóis.
és tu
és tu quem amo
subtraindo em ti
o que não amo
és tu quem amo.

já não és tu.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

ANTONY & THE JOHNSONS You Are My Sister

You are my sister, we were born
So innocent, so full of need
There were times we were friends but times I was so cruel
Each night I'd ask for you to watch me as I sleep
I was so afraid of the night
You seemed to move through the places that I feared
You lived inside my world so softly
Protected only by the kindness of your nature
You are my sister
And I love you
May all of your dreams come true
We felt so differently then
So similar over the years
The way we laugh the way we experience pain
So many memories
But theres nothing left to gain from remembering
Faces and worlds that no one else will ever know
You are my sister
And I love you
May all of your dreams come true
I want this for you
They're gonna come true (gonna come true)

http://www.youtube.com/watch?v=S-NziGE6DVY&feature=related

quarta-feira, 9 de abril de 2008

que bonito

Fuemos novios
fuemos novios
nos besamos nos amamos
fuemos novios
que bonito
la vida sigue su curso

I am a bird girl

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

é preciso não esquecer

As ideias não têm dono
estão aí para serem colhidas
A menina pensa demais
sim, a menina pensa demais
É bonito, é bonito, é bonito
se não fosse a menina pensar demais
é porque não era a menina
el cielo de que vos hablo
lo he conocido por poco tiempo
brilla mas que el firmamento
las estrellas se avergüenzan
ilumina a su mundo
ilumina otros mundos
el cielo de que vos hablo
ha nacido para brillar
muy alto muy alto
y con su calorcito
encender a otros cielos

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Echar de menos

Echo mucho de menos
tu mirada
echo mucho de menos
tus manos heladas
echo mucho de menos
tus apretones
echo mucho de menos
tu mirada
echo mucho de menos
cuando cantas
echo mucho de menos
tu nariz que antes se movía
echo mucho de menos
tu mirada
echo mucho de menos
ver una peli abrazadita
echo mucho de menos
tu mirada
echo mucho de menos
tus padres
mis amigas
la baba de pedro
nuestra huerta
las coles gallegas y calabazas
tus postres
el olor de jazmín
la cueva de l’águila
mirar las estrellas
coger higos
el parc túria
mi bici roja
te echo mucho de menos cielo
vos echo mucho de menos Viky y José
vos echo mucho de menos Laura, Dany, Ester y Rafa
te echo mucho de menos Leyla
te echo mucho de menos Vaida
te echo mucho de menos Ana Claudia, Amparo y Lola
te echo mucho de menos Adriana
vos echo mucho de menos Lola y Majé
we’ll see each other soon
someday somewhere

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Érase una vez una hada
que queria ser persona
y hada
y persona
y hada
y persona
y hada
y persona
otra vez

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Adeus que me vou embora

Adeus que me vou embora
Adeus que me vou embora
Adeus que me embora vou
Adeus que me embora vou
Vou daqui para a minha terra
Vou daqui para a minha terra
que eu desta terra não sou
que eu desta terra não sou

Tenho minha mãe à espera
Tenho minha mãe à espera
Cansada de me esperar
Cansada de me esperar

Naquela encosta da serra
Naquela encosta da serra
Vamos ser dois a chorar
Vamos ser dois a chorar

À espera tenho o meu pai
À espera tenho o meu pai
aos anos que não vejo
aos anos que não vejo
O tempo que vai durar
O tempo que vai durar
O meu abraço, o meu beijo
O meu abraço, o meu beijo

Vim solteiro e vou solteiro
Vim solteiro e vou solteiro
vou livre de corações
vou livre de corações
Se alguém me quiser prender
Se alguém me quiser prender
já não vou dizer que não
já não vou dizer que não
Adeus que me vou embora
Adeus que me vou embora
Adeus que me embora vou
Adeus que me embora vou

António Variações

está tudo conforme, obrigada António, só muda o se alguém me quiser prender, seguramente vou dizer que não.
Hoy
se habla por los perros
se cumplimenta por los perros
se aboceta una sonrisa
por los perros
si no fuera por los perros

que seria de sus dueños

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Pequeno poema

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.

Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...

Pra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...

Sebastião da Gama

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Bird Girl

I am a bird girl now
I've got my heart
Here in my hands now
I've been searching
For my wings some time
I'm gonna be born
Into soon the sky
'Cause I'm a bird girl
And the bird girls go to heaven
I'm a bird girl
And the bird girls can fly
Bird girls can fly

Antony and The Johsons

Jesus

Comiam todos o caldo, recolhidos e calados, quando o menino disse:
- Sei um ninho!
A mãe levantou para ele os olhos negros, a interrogar. O Pai, esse, perdido no alheamento costumado, nem ouviu. Mas o pequeno, ou para responder à Mãe, ou para acordar o Pai, repetiu:
- Sei um ninho!
O velho ergueu finalmente as pálpebras pesadas, e ficou atento, também.
A criança, então, um tudo-nada excitada, contou. Contou que à tarde, na altura em que regressava a casa com a ovelha, vira sair um pintassilgo de dentro dum grande cedro. E tanto olhara, tanto afiara os olhos para a espessura da rama, que descobrira o manhuço negro, lá no lato, numa galha.
A mãe bebia as palavras do filho, a beijá-lo todo com a luz da alma. O Pai regressou ao caldo.
Mas o menino continuou. Disse que então prendera a cordeira a uma giesta e trepara pela árvore acima.
De novo o Pai levantou as pálpebras cansadas, e ficou tal e qual a mãe inquieto, com a respiração suspensa, a ouvir.
E o pequeno ia subindo. O cedro era enorme, muito grosso e muito alto. E o corpito, colado a ele, trepava devagar, metade de cada vez. Firmava primeiro os braços; e só então as pernas avançavam até onde podiam. Aí paravam, fincadas na casca rija.
A subida levou tempo. Foi até preciso descansar três vezes pelo caminho, nos tocos duros dos ramos. Por fim, o resto teve de ser a pulso, porque eram já só vergônteas as pernadas da ponta.
Transidos, nem o Pai nem a Mãe diziam nada. Deixavam, apavorados, mudos, que o pequeno chegasse ao cimo, à crista, e pusesse os olhos inocentes no ovo pintado. O ninho tinha só um ovo.
Aqui, o menino fez parar o coração dos pais. Inteiramente esquecido da altura a que estava, procedera como se viver ali, perto do céu fosse viver na terra, sem precisão dos braços cautelosos agarrados a nada. E ambos viram num relance o pequeno rolar, cair do alto, da ponta do cedro, no chão duro e mortal de Nazaré.
Mas a criança, apesar de mostrar, sem querer, que de todo se alheara do abismo sobre que pairava, não caiu. Acontecera outra coisa. Depois de pegar no ovo, de contente, dera-lhe um beijo. E, ao simples calor da sua boca, a casca estalara ao meio e nascera lá de dentro um pintassilgo depenadinho.
E o menino contava esta maravilha com a sua inocência acostumada, como quando repetia a história de José do Egipto, que ouvira ler a um vizinho.
Por fim, pôs amorosamente o passarinho entre a penugem da cama, e desceu. E agora, um nada comprometido, mas cheio da sua felicidade, sabia um ninho.
A ceia acabou num silêncio carregado. Só depois, à volta do lume quente do cepo de oliveira em brasido, é que os pais disseram um ao outro algumas palavras enigmáticas, que o pequeno não entendeu. Mas para quê entender palavras assim? Queria era guardar dentro de si a imagem daquele passarinho depenado e pequenino. Isso, e ao mesmo tempo olhar cheio de deslumbramento os dedos da Mãe, que, alvos de neve, fiavam linho.
E tanto se encheu da imagem do pintassilgo, tanto olhou a roca e o fuso, e aqueles dedos destros e maravilhosos, que daí a pouco deixou cair a cabeça tonta de sono no regaço virgem da Mãe.

TORGA, Miguel (2002). Bichos. Lisboa: Publicações D. Quixote. Págs. 73 a 75.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008


Quero dizer que a amo e que a quero ver feliz. Dizer que a quero proteger e que me proteja. Que me pegue ao colo, que me acaricie o cabelo e me diga palavras bonitas. Que me escute, quero que me escute. Que me segure a mão e me diga: está tudo bem, tranquiliza-te, sossega, dorme. E eu adormecer no seu regaço.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Adeus, gasolina!


Era uma vez um país à beira-mar, com florestas, campos, cidades e gentes. Rasgado por estradas, cortado por ruas, cheio de automóveis por toda a parte. Os jardins tinham sido alcatroados para parques de estacionamento. As estátuas deitadas abaixo para erguer bombas de gasolina.
Grandes petroleiros aportavam ao cais, carregados de petróleo que grandes refinarias transformavam em gasóleo, gasolina, que, por sua vez, grandes autotanques levavam até às grandes estações de serviço.
Os sapateiros remendões tinham deixado de trabalhar porque já ninguém se lembrava de andar a pé. Em vez de se gastarem solas, gastavam-se pneus.
Os meninos ficavam fechados em casa para não serem atropelados e, de rastos nos corredores, brincavam com automóveis-miniatura.
Longe, muito longe, do outro lado do mar, havia outros países com suas gentes. Aí estoiravam bombas no deserto escaldante, furado de poços de onde saía o petróleo. Morriam homens por um palmo de terra ou por uma ideia. E como a única riqueza que possuíam era o petróleo, deixaram de o fornecer aos países inimigos.
Os petroleiros, então, partiam e passavam a voltar vazios. Os autotanques paravam junto ao cais, vazios; bichas enormes se formavam junto às bombas quase esgotadas. Passou a vender-se vinte litros, dez litros, cinco litros, um litro… até que acabou a última gota de gasolina.
Então foi o pânico. Não havia sequer autocarros, carrinhas de escola, carros de bombeiros ou ambulâncias. Os soldados passaram a ir para a guerra a pé. Mas os generais e outros oficiais superiores requisitaram os cavalos brancos da Guarda Republicana.
Os ministros conferenciaram pelo telefone e acharam por bem exigir os camelos do Jardim Zoológico.
E o presidente? Como poderia ele fazer as suas deslocações patrióticas, de Norte a Sul do território? Para o primeiro cidadão da Nação, enfeitou-se, com grande pompa, o elefante que toca o sino no Jardim Zoológico. Era imponente e tinha a grande vantagem de ir recebendo moedas dos admiradores que se juntavam para o saudar.
Aqueles senhores endinheirados que andavam a matar gente com carros de corrida compravam cavalos puro-sangue. Os homens da "Volta" pedalavam bicicletas. As famílias numerosas optaram pelas últimas carroças puxadas a mulas. As senhoras medrosas montavam vacas leiteiras. Alguns pais extremosos fizeram carrinhos puxados a cães para os meninos não faltarem às aulas. E o povo, os antigos donos dos automóveis Mini e dos modelos comprados a prestações ou em segunda mão? Começaram a comprar burros, tantos, tantos, tantos que em breve toda a cidade estava atulhada de burros, trotando, galopando, embirrando que não queriam andar.
Nas inúteis bombas de gasolina vendiam-se molhos de palha e braçados de erva. Já ninguém tinha os ouvidos martirizados pelas buzinas, mas pela bela voz grave e sentimental dos burros a zurrar.
E quando um condutor, furioso, gritava para o outro "saia da minha frente, seu burro!", já ninguém se irritava, pois pensava que o insulto era dirigido ao orelhudo bicho de quatro patas.

Luísa Ducla Soares

Esta autora ainda não sabe que a admiro muito, neste momento estou a trabalhar sobre sobre algumas das suas obras y que bien lo estoy pasando!


terça-feira, 15 de janeiro de 2008

A carícia de um sol de Inverno

na cidade das Ciências

FOR THE REINTRODUCTION OF MEN INTO NATURE







Achei esta campanha publicitária muito interessante, o que vos parece?



quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

Creio no mundo como num malmequer,

Porque o vejo.
Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...

O Mundo não se fez para pensarmos nele

(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...

Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama,
nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,

E a única inocência é não pensar...

Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008


Sinto uma grande serenidade. Acordei assim, adulta a olhar o mundo e a saber que ele me vê e está comigo a toda a hora.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

DEFICIÊNCIAS

'Deficiente' é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
'Louco' é quem não procura ser feliz com o que possui.
'Cego' é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
'Surdo' é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
'Mudo' é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
'Paralítico' é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
'Diabético' é quem não consegue ser doce.
'Anão' é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

A amizade é um amor que nunca morre.

Mário Quintana

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Menino Jesus

Uma prendinha de Natal para todos os que me visitam

Diário de um professor

(...)
“O que interessa mais que tudo é ensinar a ler. Ler sem que passe despercebido o mais importante – e às vezes é pormenor que parece uma coisinha de nada. Ler, despindo cada palavra, cada frase, auscultando cada entoação de voz para perceber até ao fundo a beleza ou o tamanho do que se lê. É também de interesse primário levar os rapazes a amar as palavras – mostar como são cheias de beleza, outras como são engraçadas, outras como são doces. Ora para amar as palavras e para, a seguir, amar a leitura, é aconselhável, como diria La Palice, não fazer desamar as palavras, nem fazer desamar a leitura. Que amor terá uma criança por uma palavra que a fez suar, levar descomposturas, levar reguadas?”(...)
Sebastião da Gama

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007


o golfinho e o aquário

era uma vez um senhor que queria ser golfinho
não
era uma vez um senhor que tinha um golfinho muito mau muito mau
muito mau
também não
é melhor assim
era uma vez um golfinho muito simpático que tinha um senhor num aquário muito pequenino que tratava com mil cuidados todos os dias antes de sair para o emprego o golfinho dava um lauto pequenino almoço ao senhor e nunca se esquecia de lhe deixar a televisão ligada
um dia chegou a casa pendurou o chapéu e dirigiu-se para o aquário com uma das mãos atrás das costas falando sempre baixinho para não assustar o senhor e disse-lhe assim trago um presentinho para ti uma surpresa muito linda para tu veres como eu gosto de ti
curioso o senhor nadou até ficar com a cabeça fora de água olhando para um embrulhinho que o amigo golfinho tinha começado a desembrulhar cautelosamente por fim abriu uma caixinha de vidro fosco e meteu a mão lá dentro
ah já me esquecia de dizer que o senhor era alto era solteiro e chamava-se josé
(...)

transcrito tal e qual do original FRANCO, José António. (2005) Histórias e Morais. 1ª edição, Coimbra.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

ANIMAL JAIL

Agora que se aproxima o Natal, não vá a circos que tenham animais. Viva a liberdade para todos

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Superação de limites

comoveu-me muito, de saltarem as lágrimas!

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Annie Lennox Every Time We Say Goodbye

Às vezes é preciso saber dizer adeus

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Mariza - Oh gente da minha terra

agora é que eu percebi, esta tristeza que trago, foi de vós que a recebi.

Fados de Carlos Saura

Ontem no Palau de Les Arts Reina Sofia, assisti à estreia deste filme, emocionante para uma portuguesa longe de casa. Não deixem de ver.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Rimas del reino animal


Cuando Dios creó al erizo
lo hizo de muy buena gana;
por eso este animalito
tiene tan suave la lana.

poemas oferecidos



a propósito das andarilhas




O Balão




Verde, amarelo, encarnado,


Escolho a côr do meu balão.


Deixou de estar amarrado,


Soltou-se o branco cordão,


E vai subindo pelo ar.


Buah! Fico quase a chorar.


-Mamã! Papá! Estou aqui!


-Dás-me outro balão, Amélie?








Sanduíche do Alfa Pendular




Em plástico bem selado,


No prazo de validade,


E por um preço bem módico,


Lá comi esta mistela,


Com queijo mozarella,


Em triângulos de pão nórdico,


(De grande qualidade!).


Tomata verde-e encarnado!


-Que, rodela após rodela,


Assim estava talhado.


A um canto, sobre encarnado,


E para se saber que presta:


"Azeite virgem extra".




Obrigada Faustino

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Num túnel de acesso ao metro

encontrei pintado no chão, transcrevo tal&qual

VOY A VER SI ME ENCUENTRO
DENTRO DE MI PIEL
Y COMPRENDO
POR K NADA PUEDO ENTENDER
YA K ME RESULTA RARO TODO LO NORMAL

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Instantes

Si pudiera vivir nuevamente mi vida... En la próxima trataría de cometer más errores. No intentaría ser tan perfecto, me relajaría más. Sería más tonto de lo que he sido, de hecho tomaría muy pocas cosas con seriedad. Sería menos higiénico. Correría más riesgos, haría más viajes, contemplaría más atardeceres, subiría más montañas, nadaría más ríos. Iría a más lugares adonde nunca he ido, comería mas helados y menos habas, tendría más problemas reales y menos imaginarios.

Yo fui una de esas personas que vivió sensata y prolíficamente cada minuto de su vida; claro que tuve momentos de alegría. Por si no lo saben, de eso esta hecho la vida, solo de momentos; no te pierdas el ahora.

Yo era uno de esos que nunca iban a ninguna parte sin un termómetro, una bolsa de agua caliente, un paraguas y un paracaídas; si pudiera volver a vivir, viajaría más liviano.

Si pudiera volver a vivir, comenzaría a andar descalzo a principios de la primavera y seguiría así hasta concluir en otoño. Daría más vueltas en calesita, contemplaría más amaneceres y jugaría con más niños, si tuviera otra vez la vida por delante. Pero ya ven, tengo 85 años y me estoy muriendo...


Desconheço o autor, alguns atribuem a Jorge Luis Borges, porém há controvérsia. O que eu sei é que tenho 36 anos e ainda há tempo.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

La vida es sueño


(...)
Los pensamientos del príncipe constituyen una profunda reflexión sobre la fugacidad de la vida, en la que, siendo todo sueño, es mejor reprimir la fiereza de carácter, la furia y la ambición, ya que el mundo es algo tan singular que el vivir sólo es soñar, y así se lo enseña a Segismundo la experiencia. Porque incluso el rey sueña que es rey y que, como tal, ordena y manda y, engañado, en el viento escribe sus glorias, hasta que la muerte lo reduce todo a cenizas. Siendo así, ¿qué importa reinar si al fin hay que despertar en el sueño de la muerte? Y lo mismo le sucede al rico, que sueña sus riquezas; y al pobre, que padece su miseria y su pobreza; y al que se afana por todo, y al que agravia y ofende, pues en el mundo, en conclusión, todos soñamos lo que somos, aunque nadie se dé cuenta.
(...)
CALDERON DE LA BARCA, La vida es sueño

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

A vida

Uma vez na escola da Ponte, uma amiga levou este poema. Nunca mais me largou.

A Vida

Fazer da vida um processo de gestos simples:
De manhã, subir às árvores,
esperar a chegada dos pássaros,
beber alguma água do céu, distrair os caçadores,
ouvir o vento mais alto nas copas,
colher uma flor do campo para os olhos amados.

Ao meio-dia, olhar na direcção do sol, correr no campo,
comer frutos, sementes de trigo, velar os cursos de água,
cuidar dos animais feridos.

Ao sol-poente, regar as plantas para o alimento da noite,
preparar alguma terra para as sementeiras,
podar a vinha,
fazer alguns enxertos,
preparar alporques, tocar uma pedra
para sentir a força do universo.

À noite, sentado na terra, olhar o céu,
contar, outra vez, as estrelas,
meditar sobre os milhões de anos-luz que nos religam,
chorar sobre a velocidade da luz,
cantar para as aves nocturnas, chamar os lobos
dormir para ver nos sonhos
outras possibilidades de sobrevivência.

Firmino Mendes
“Um segredo guarda o mundo”

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Há Metafísica Bastante em Não Pensar em Nada

V - Há metafísica bastante em não pensar em nada.

O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.

Que ideia tenho eu das coisas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do Mundo?
Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).

O mistério das coisas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas cousas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.

Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?

"Constituição íntima das coisas"...
"Sentido íntimo do Universo"...
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
É incrível que se possa pensar em coisas dessas.
É como pensar em razões e fins
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.

Pensar no sentido íntimo das coisas
É acrescentado, como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.
O único sentido íntimo das coisas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.

Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!

(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)

Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.

Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?).
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.

Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos

¡Si que es una ciudad muy bonita!
















segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Daniel Pennac - Como una novela


El verbo leer no soporta el imperativo. Aversión que comparte con otros verbos: el verbo “amar”…, el verbo “soñar”…
Claro que siempre se puede intentar. Adelante: “¡Ámame!” “¡Sueña!” “¡Lee!” ¡Pero lee de una vez, te ordeno que leas, caramba!”
-¡Sube a tu cuarto y lee!
¿Resultado?
Ninguno.
(…)

sábado, 27 de outubro de 2007

O mundo dá voltas

vejam só, é para partilhar coisas como esta que criei este blog. e outras. obrigada cielo por mo teres enviado.

QUERO É VIVER - outro conselho do António e viva o Camané!

Quero É Viver
Humanos
Composição: António Variações

Vou viver
até quando eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver

Amanhã, espero sempre um amanhã
e acredito que será
mais um prazer

e a vida é sempre uma curiosidade
que me desperta com a idade
interessa-me o que está para vir
a vida em mim é sempre uma certeza
que nasce da minha riqueza
do meu prazer em descobrir

encontrar, renovar, vou fugir ou repetir

vou viver,
até quando, eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver
amanhã, espero sempre um amanhã
eacredito que será mais um prazer

a vida é sempre uma curiosidade
que me desperta com idade
interessa-me o que está para vir
a vida, em mim é sempre uma certeza
que nasce da minha riqueza
do meu prazer em descobrir

encontrar, renovar vou fugir ou repetir

vou viver
até quando eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver,
amanhã, espero sempre um amanhã
e acredito que será mais um prazer

Um conselho do António para quem me visita

Muda de Vida
Humanos
Composição: António Variações

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será te ti ou pensas que tens... que ser assim

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Amor e liberdade

The Gift - Music

A noite passada os The Gift estiveram aqui em Valencia, uau! Os cabeças de cartaz eram os Pet Shop Boys, mas nós fomos para ver os The Gift. Encontrámos a Sónia na casa de banho e falamos um ratito (!) com ela. Foi fenomenal o concerto. Obrigada aos The Gift. Tirem uns minutinhos e escutem esta music!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Hoje o céu está mais azul, eu sinto


Comecei o dia com uma linda surpresa “hoje o céu está mais azul, eu sinto”. Em seguida o “Érase una vez, un cuento al revés”, nada mal, ein? Por agora aulas de español, amiguitas novas, ele é Japon, ele é Lituânia, ele é Brasil, ele é Honduras, também uma verdadeira autóctone e um Senegalense. A profesora, uma doçura, “maja”, como se diz por aqui. Como imaginam estou a passar muito bem! Por agora é tudo, é que tenho já de seguida um encontro com Shakespear, sim, esse mesmo o do Hamlet! Um dia vos explicarei.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

terça-feira, 28 de agosto de 2007

A vida

É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!

Todos somos no mundo "Pedro Sem",
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!

A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...

Amar-te a vida inteira eu não podia.
A gente esquece sempre o bem de um dia.
Que queres, meu Amor, se é isto a vida!

Florbela Espanca

terça-feira, 14 de agosto de 2007